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📖 Coletânea de Poemas
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O Braseiro do Antonio
Publicado em 03/07/2026 09:40 - Autor : Wapinou
Há nomes talhados para enfrentar a tempestade,
Que deixam na noite o rasto dos sábios.
Antoine avança sob o céu de julho,
Com o olhar firme e orgulhoso, o coração jamais submisso, jamais calado.

Não aprecia a calma dos salões requintados,
Prefere o sopro dos caminhos íngremes.
É o curador das almas, o caminhante incansável,
Que trata as feridas com um gesto de auxílio.
Contudo, sob o rigor da sua postura sagrada,
Adivinha-se uma chama, uma força bruta e nua.

Porque Antoine é o sangue que se entrega por inteiro,
Sem esperar pelo amanhã, sem nunca negociar.
É carne de bronze endurecida pelo trabalho,
Um ponto de apoio firme no meio do medo.

Amanhã, ergamos a taça em honra deste nome de retidão,
À seiva do verão que cura cada ferida.
Por todos os Antoine, os íntegros e os amantes,
Que a festa seja sincera, ao sabor dos elementos.



A Flor de Florent
Publicado em 03/07/2026 09:35 - Autor : Wapinou
Há nomes destinados ao ímpeto do verão,
Que trazem nas veias uma nobre claridade.
Florent avança no coração da estação ardente,
Com a seiva entre os dedos e a palavra viva.

Não pertence aos destinos adormecidos,
Prefere a plena luz do dia, quando os frutos amadurecem.
É o homem do solstício, o guardião dos rebentos,
Que faz curvar a planície e vibrar os vales.
Contudo, sob a abundância e a calma aparente,
Adivinha-se um incêndio, um desejo exigente.

Porque Florent é a força que brota da terra,
A recusa das prisões e dos invernos de poeira.
É carne de bronze com um olhar de sol,
Uma árvore de orgulho que anuncia o despertar.

Amanhã, ergamos a taça em honra deste nome verdejante,
À seiva dos corpos, à vida mais pura.
Por todos os Florent, os íntegros e os amantes,
Que a festa seja intensa, ao sabor dos elementos.



A Carne de Tomé
Publicado em 02/07/2026 12:55 - Autor : Wapinou
Há nomes que desafiam as verdades levadas pelo vento,
Que precisam de ver e tocar com as próprias mãos.
Tomé avança, reservado e sincero,
Recusando os discursos para procurar a realidade.

Não gosta de fábulas nem de máscaras de seda,
Quer a cicatriz para firmar a sua própria fé.
É o gémeo da dúvida, o buscador do absoluto,
Que acredita apenas no ferido, no corpo desnudado.
No entanto, por trás da firmeza do seu olhar exigente,
Arde um fogo de seiva, um amor infinito e vivo.

Porque Tomé é o apóstolo que mergulha ambas as mãos
Na abertura da ferida, no segredo dos caminhos.
É uma carne de mármore moldada pela tempestade,
Uma força serena que jamais enganou.

Amanhã, ergamos um brinde a este nome de retidão,
Ao homem da terra que toca cada ferida.
Por todos os Tomé, os íntegros e os apaixonados,
Que a celebração seja sincera, ao sabor dos elementos.



O Ferro do Martiniano
Publicado em 30/06/2026 21:49 - Autor : Wapinou
Há nomes selados sob os ferrolhos da pedra,
Que encontram na tempestade uma imensa luz.
Martiniano avança, despido do metal,
Deixando cair a armadura e todo o teatro das aparências.

Guardava os prisioneiros na sombra do calabouço,
Até que a coragem lhe subiu à alma.
É o soldado rebelde de olhar verdadeiro,
Que troca as ordens pela honra mais pura.
No entanto, sob a dor e o peso das correntes,
Percebe-se a força de um desejo soberano.

Porque Martiniano é o homem que quebra as suas próprias prisões,
Preferindo a queimadura da verdade às doces ilusões.
É um corpo de bronze que nada consegue dobrar,
Um pilar de retidão que se recusa a mentir.

Amanhã, ergamos um brinde a este nome de coragem,
À seiva dos valentes que atravessa os séculos.
Por todos os Martiniano, os apaixonados e os ardentes,
Que a celebração seja sincera, ao sabor dos elementos.



O Cetro do Thierry
Publicado em 30/06/2026 21:43 - Autor : Wapinou
Há nomes forjados para guiar e sustentar,
Sem jamais baixar a cabeça ou querer fugir.
Thierry avança no limiar deste mês de luz,
Com a postura de um líder e uma alma reta e íntegra.

Deixou para trás o ouro e os jogos do poder,
Para encontrar na floresta um espelho mais nobre.
É o Senhor da Montanha, o guardião dos vales,
Que protege os seus das misérias do passado.
No entanto, por trás da firmeza e da serenidade do seu semblante,
Percebe-se um sangue ardente que jamais aceita a afronta.

Porque Thierry é a casca que desafia as tempestades,
O ponto firme onde todos erguem a cabeça.
É um corpo de bronze e um espírito soberano,
Que deposita a sua fé apenas na coragem de cada amanhecer.

Hoje, ergamos um brinde a este nome de orgulho,
À seiva do verão, à verdadeira dignidade.
Por todos os Thierry, os apaixonados e os ardentes,
Que a celebração seja sincera, ao sabor dos elementos.



A Força do Martial
Publicado em 29/06/2026 16:37 - Autor : Wapinou
Há nomes forjados no aço das batalhas,
Que avançam firmes e orgulhosos onde outros recuam.
Martial avança com o olhar de um falcão,
Traçando na terra bruta a sua própria lição.

Traz a força dos antigos e o passo do caminhante,
Aquele que rasga a névoa e afasta a escuridão.
É um homem de seiva, um construtor de caminhos,
Que não teme nem a tempestade, nem a sombra das dúvidas.
No entanto, por trás da postura do guerreiro e da sua pele marcada,
Bate um coração terno que ninguém consegue prender.

Porque Martial é o impulso que nada faz vacilar,
Preferindo a ferida ao conforto da fraqueza.
É um corpo de bronze com um sorriso de fogo,
Um porto seguro sob o azul dos céus mais puros.

Amanhã, ergamos um brinde a este nome de orgulho,
À seiva que sobe, à verdadeira dignidade.
Por todos os Martial, os apaixonados e os ardentes,
Que a celebração seja sincera, ao sabor dos elementos.



A Rocha e o Sopro
Publicado em 20/06/2026 07:30 - Autor : Wapinou
Há nomes gémeos que a história reuniu,
Dois pilares da tempestade que fazem caminhar juntos.
Pedro avança, com as mãos fortes do pescador,
Firme como uma velha rocha no meio do medo.
E Paulo surge atrás, com a palavra por espada,
Deixando pelos caminhos a sua antiga fúria dissipada.

Um carrega a memória e a madeira da embarcação,
A estatura sólida de um verdadeiro líder.
O outro é o viajante, o caminhante dos desertos,
Que quebra os cadeados e sacode o universo.

Contudo, sob a rudeza e o peso dos dias,
Bate a mesma chama ardente, um amor imenso e puro.
Pois Pedro é a matéria, a pedra da fundação,
E Paulo é a rasura transformada em ação.

Derramaram o seu sangue, sem máscaras nem arrependimentos,
Deixando a pele curtida aos segredos das florestas.

Amanhã, ergamos a taça a estes homens da terra,
À força do vínculo que desafia o destino.
Por todos os Pedros e Paulos, os ardentes e os amantes,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.