📖 Coletânea de Poemas
Santa Modesta
Publicado em 23/02/2026 13:10 - Autor : Wapinou
No silêncio suave de uma manhã clara,
Modesta caminha, sem alarde, sem cara.
Seus gestos leves tecem respeito,
E cada sorriso guarda um segredo perfeito.
Sem trombetas, sem grande ostentação,
Apenas uma presença que toca o coração.
Como a sombra que acaricia a aurora,
Modesta espalha paz a cada hora.
Que seu dia brilhe sem barulho ou pompa,
Que a felicidade simples seja sua trompa.
E sob o céu calmo deste vinte e três de fevereiro,
Que Modesta encontre mil motivos para um sonho verdadeiro.
Modesta caminha, sem alarde, sem cara.
Seus gestos leves tecem respeito,
E cada sorriso guarda um segredo perfeito.
Sem trombetas, sem grande ostentação,
Apenas uma presença que toca o coração.
Como a sombra que acaricia a aurora,
Modesta espalha paz a cada hora.
Que seu dia brilhe sem barulho ou pompa,
Que a felicidade simples seja sua trompa.
E sob o céu calmo deste vinte e três de fevereiro,
Que Modesta encontre mil motivos para um sonho verdadeiro.
A Mão de Lázaro
Publicado em 22/02/2026 18:24 - Autor : Wapinou
Há homens feitos de pigmentos e ouro,
Que veem no silêncio um imenso tesouro.
Lázaro, o pincel mergulhado na luz,
Desenhava o invisível no seio da poeira que seduz.
Tentaram quebrar seus dedos e seu ímpeto,
Mas a alma de um artista é um rio em movimento.
Mesmo sob golpes e sombras geladas,
Ele mantinha no rosto suas belezas traçadas.
Amanhã, levantemos os olhos para o que nos cerca,
Para o brilho de uma linha, o traço que desperta.
É a festa daqueles que, apesar da tempestade,
Recusam baixar o coração ou a cabeça com verdade.
Que este São Lázaro seja como uma cor,
Que transforme em tela a menor de nossas dores.
Que veem no silêncio um imenso tesouro.
Lázaro, o pincel mergulhado na luz,
Desenhava o invisível no seio da poeira que seduz.
Tentaram quebrar seus dedos e seu ímpeto,
Mas a alma de um artista é um rio em movimento.
Mesmo sob golpes e sombras geladas,
Ele mantinha no rosto suas belezas traçadas.
Amanhã, levantemos os olhos para o que nos cerca,
Para o brilho de uma linha, o traço que desperta.
É a festa daqueles que, apesar da tempestade,
Recusam baixar o coração ou a cabeça com verdade.
Que este São Lázaro seja como uma cor,
Que transforme em tela a menor de nossas dores.
O Brilho de Isabelle
Publicado em 21/02/2026 17:52 - Autor : Wapinou
Há neste nome um sopro de seda,
Um eco que desperta e espalha alegria que enreda.
Isabelle avança, entre sombra e luz,
Carregando em si um pouco do brilho das primeiras cruz.
Filha de rei, talvez, ou rainha do seu coração,
Ela preservou o espírito além da rigidez ou razão.
É uma flor-de-lis que se recusa a dobrar,
Uma mão que se estende sem jamais se apagar.
Amanhã, quando a manhã rasgar o chão,
Que o pássaro de fevereiro retome o seu vão.
O seu nome será dito como um presente a oferecer,
Para que o inverno desapareça em favor do viver.
Pois sob a Santa Isabelle, diz o velho ditado,
A beleza se prepara e sai de seu aprisionamento encantado.
Um eco que desperta e espalha alegria que enreda.
Isabelle avança, entre sombra e luz,
Carregando em si um pouco do brilho das primeiras cruz.
Filha de rei, talvez, ou rainha do seu coração,
Ela preservou o espírito além da rigidez ou razão.
É uma flor-de-lis que se recusa a dobrar,
Uma mão que se estende sem jamais se apagar.
Amanhã, quando a manhã rasgar o chão,
Que o pássaro de fevereiro retome o seu vão.
O seu nome será dito como um presente a oferecer,
Para que o inverno desapareça em favor do viver.
Pois sob a Santa Isabelle, diz o velho ditado,
A beleza se prepara e sai de seu aprisionamento encantado.
O Silêncio e a Pena
Publicado em 20/02/2026 17:59 - Autor : Wapinou
Há manhãs em que se procura um abrigo,
Entre o couro curtido e a tinta da noite consigo.
Pierre Damien, o eremita de letras em chamas,
Sabia que o silêncio é uma linguagem que se chama.
Não usava máscara, oferecia suas feridas,
Transformando os espinhos em nobres vestidas.
Ele, o vigia da alma, o poeta esquecido,
Lembra-nos que, no fundo, nada está definido,
A não ser pelo coração e pelo peso da experiência,
Pela força do homem que jamais perde a essência.
Amanhã, levantemos o copo ou a pena,
Pela beleza do gesto, pelo sopro, pela cena.
Pois ao fim do caminho, quando o sistema desmorona,
Só sobra a sombra e o amor que nos responde e entona.
Entre o couro curtido e a tinta da noite consigo.
Pierre Damien, o eremita de letras em chamas,
Sabia que o silêncio é uma linguagem que se chama.
Não usava máscara, oferecia suas feridas,
Transformando os espinhos em nobres vestidas.
Ele, o vigia da alma, o poeta esquecido,
Lembra-nos que, no fundo, nada está definido,
A não ser pelo coração e pelo peso da experiência,
Pela força do homem que jamais perde a essência.
Amanhã, levantemos o copo ou a pena,
Pela beleza do gesto, pelo sopro, pela cena.
Pois ao fim do caminho, quando o sistema desmorona,
Só sobra a sombra e o amor que nos responde e entona.
Santa Aimée
Publicado em 19/02/2026 18:10 - Autor : Wapinou
Amanhã carregará o teu nome
como se carrega uma luz
na palma das mãos.
Aimée.
Uma palavra simples,
e ainda assim vasta como o céu
quando hesita entre a aurora e o silêncio.
Tu não és apenas aquela que é chamada,
és aquela que se escolhe guardar,
aquela que deixa uma marca
sem barulho,
sem brilho inútil.
Há no teu nome
algo terno e forte,
um fio invisível
que liga corações
mesmo quando as distâncias persistem.
Aimée,
é a doçura que não cede,
a fidelidade sem alarde,
a coragem tranquila
de permanecer luz
quando outros se apagam.
Que este dia se pareça contigo:
claro sem arrogância,
forte sem dureza,
simples como uma verdade
que já não precisa ser provada.
E se houver algo a reter,
que seja isto:
ser amada
não é receber,
é irradiar
até que o mundo
não consiga mais fingir
que tu não existes.
como se carrega uma luz
na palma das mãos.
Aimée.
Uma palavra simples,
e ainda assim vasta como o céu
quando hesita entre a aurora e o silêncio.
Tu não és apenas aquela que é chamada,
és aquela que se escolhe guardar,
aquela que deixa uma marca
sem barulho,
sem brilho inútil.
Há no teu nome
algo terno e forte,
um fio invisível
que liga corações
mesmo quando as distâncias persistem.
Aimée,
é a doçura que não cede,
a fidelidade sem alarde,
a coragem tranquila
de permanecer luz
quando outros se apagam.
Que este dia se pareça contigo:
claro sem arrogância,
forte sem dureza,
simples como uma verdade
que já não precisa ser provada.
E se houver algo a reter,
que seja isto:
ser amada
não é receber,
é irradiar
até que o mundo
não consiga mais fingir
que tu não existes.
São Gabin
Publicado em 18/02/2026 17:33 - Autor : Wapinou
Na sombra clara dos dias comuns,
Um nome se ergue, discreto, sem trovões.
Gabin, como um passo dado sem som,
Um coração fiel que atravessa a noite em dom.
Sem coroa de ouro, sem brilho de fama,
Mas retidão gravada na história que chama.
Manter-se firme quando tudo vacila,
Ser luz sem fazer barulho que exila.
São Gabin, força tranquila,
Raiz ancorada na cidade que brilha.
Ele não esmagaa, ele sustenta,
Não promete, ele mantém a crença.
Quando o mundo grita e se dispersa,
Ele escolhe o gesto simples, à inversa:
Uma mão estendida, um olhar verdadeiro,
Uma palavra que repara mais do que magoeiro.
Que este nome se torne caminho,
Não milagre, mas amanhecer sozinho.
Pois a santidade não é brilho,
É permanecer direito… quando se pode, passo a passo.
Um nome se ergue, discreto, sem trovões.
Gabin, como um passo dado sem som,
Um coração fiel que atravessa a noite em dom.
Sem coroa de ouro, sem brilho de fama,
Mas retidão gravada na história que chama.
Manter-se firme quando tudo vacila,
Ser luz sem fazer barulho que exila.
São Gabin, força tranquila,
Raiz ancorada na cidade que brilha.
Ele não esmagaa, ele sustenta,
Não promete, ele mantém a crença.
Quando o mundo grita e se dispersa,
Ele escolhe o gesto simples, à inversa:
Uma mão estendida, um olhar verdadeiro,
Uma palavra que repara mais do que magoeiro.
Que este nome se torne caminho,
Não milagre, mas amanhecer sozinho.
Pois a santidade não é brilho,
É permanecer direito… quando se pode, passo a passo.
A Dama de Marfim
Publicado em 17/02/2026 19:49 - Autor : Wapinou
No segredo das florestas onde o silêncio escuta,
Onde o tempo se apaga e renuncia à sua ruta,
Uma luz desperta no coração dos velhos matagais,
Sopro de cristal preso na sombra do país leal.
Ela avança, soberana, tão leve,
O casco de diamante não ofende a terra que se eleve.
Seu manto é um sudário de neve e claridade,
Um brilho de estrela nua, devolvido à liberdade.
No meio da sua testa, espiral de mistério,
Ergue-se o único chifre, solitário e sério:
Não para brilhar como rainha, mas para cortar a escuridão,
Curar feridas, desfazer o veneno, com precisão.
Dizem que ela adormece no colo dos poetas,
Que foge dos olhares e das vãs conquistas netas.
Ela é o sonho antigo que se pensa ter segurado,
A beleza que permanece e não pode ser alcançado.
Ela passa e se vai, como uma névoa fina,
Deixando atrás de si o cheiro da flor de espinheiro;
E o homem que a vê, na curva de um caminho,
Guarda o ouro de sua alma na palma da mão com carinho.
Onde o tempo se apaga e renuncia à sua ruta,
Uma luz desperta no coração dos velhos matagais,
Sopro de cristal preso na sombra do país leal.
Ela avança, soberana, tão leve,
O casco de diamante não ofende a terra que se eleve.
Seu manto é um sudário de neve e claridade,
Um brilho de estrela nua, devolvido à liberdade.
No meio da sua testa, espiral de mistério,
Ergue-se o único chifre, solitário e sério:
Não para brilhar como rainha, mas para cortar a escuridão,
Curar feridas, desfazer o veneno, com precisão.
Dizem que ela adormece no colo dos poetas,
Que foge dos olhares e das vãs conquistas netas.
Ela é o sonho antigo que se pensa ter segurado,
A beleza que permanece e não pode ser alcançado.
Ela passa e se vai, como uma névoa fina,
Deixando atrás de si o cheiro da flor de espinheiro;
E o homem que a vê, na curva de um caminho,
Guarda o ouro de sua alma na palma da mão com carinho.





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