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📖 Coletânea de Poemas
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O Sopro do Francisco
Publicado em 26/09/2026 11:10 - Autor : Wapinou
Há filhos de príncipes, com os bolsos rasgados,
Que lançam os seus tesouros pelos caminhos empoeirados.
Francisco avança descalço no quarto dia de Outubro,
Com um riso sincero nos lábios, sob o seu manto tão sóbrio.

Devolveu a seda, o elmo e todos os adornos,
Para abraçar a terra e curar as suas feridas.
É o louco das clareiras, o irmão dos pássaros,
Que fala sem medo ao lobo das grandes encostas.
Contudo, sob os farrapos e as cinzas das feridas,
Arde um fogo soberano que nenhum Inverno intimida.

Pois Francisco é o canto no meio do tumulto,
A vitória do pobre libertado pelas lágrimas.
É brasa feita carne sob o beijo do leproso,
Um sol de insubmissão, com um olhar generoso.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de esperança,
À imensa bondade, à coragem livre e firme.
Por todos os Franciscos, ardentes, leais e amantes,
Que seja sincera a festa, ao sabor dos elementos vibrantes.



A Regra do Gérard
Publicado em 26/09/2026 11:06 - Autor : Wapinou
Há corações de sentinela, com a espada deposta,
Que levantam de novo os muros das cidades derrubadas.
Gérard avança firme no terceiro dia de Outubro,
Com o passo pesado de vigor sob o seu manto tão sóbrio.

Rasgou a noite e os caminhos traiçoeiros dos cobardes,
Trazendo a disciplina ao coração do grande deserto.
É o artesão das regras, o mestre da pedra,
Que recusa o fausto e ergue de novo as terras.
Contudo, sob a rudeza e o dever profundamente gravado,
Arde um fogo soberano, um espírito indomável.

Pois Gérard é a lança ao serviço do que é justo,
A força de ordenar sob uma mão firme e digna.
É corpo de carvalho, moldado em vigílias persistentes,
Um baluarte de homem leal para almas reerguidas.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de rigor,
À força de agir, à nobreza e à grandeza.
Por todos os Gérards, fortes, leais e amantes,
Que seja sincera a festa, ao sabor dos elementos vibrantes.



A Lança do Léger
Publicado em 26/09/2026 11:01 - Autor : Wapinou
Há corações de sentinela no meio dos assaltos,
Que se oferecem como baluarte para salvar o rebanho.
Léger avança orgulhoso no segundo dia de Outubro,
Com a fronte erguida perante o ferro, no seu porte tão sóbrio.

Desafiou o ódio e os príncipes ensanguentados,
Levando a lança na mão pelo clamor dos humildes.
É o homem da justiça, o bispo das clareiras,
Que recusa o pacto e as preces dos cobardes.
Contudo, sob os tormentos e o olhar quebrado,
Vibra uma voz de bronze que nenhum golpe fez vergar.

Pois Léger é o alicerce no coração do Outono sombrio,
A ousadia do pastor quando ressoa o terror.
É mártir feito carne, com a coragem de pé,
Um fulgor de nobreza arrancado ao próprio sofrimento.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de rectidão,
À força de um líder que enfrenta toda a adversidade.
Por todos os Léger, fiéis, leais e amantes,
Que seja sincera a festa, ao sabor dos elementos vibrantes.



A Rosa da Teresa
Publicado em 26/09/2026 10:53 - Autor : Wapinou
Há almas fortes no seio do mais profundo silêncio,
Que transformam a fraqueza numa coragem de imenso valor.
Teresa avança orgulhosa no primeiro dia de Outubro,
Com o passo leve e firme sob o seu manto tão sóbrio.

Quebrou o jugo das glórias vãs e passageiras,
Para conduzir, na escuridão, à mais alta das vitórias.
É a guerreira das sombras, a chama dos esquecidos,
Que lança as suas pétalas onde até os ventos foram vencidos.
Contudo, sob o rosto e o sorriso de criança,
Arde um coração de titânio perante todos os tormentos.

Pois Teresa é o rochedo no meio da noite,
A colheita da coragem onde a fé infinita resplandece.
É uma rosa feita carne, com o fio afiado dos espinhos,
Um fogo de absoluto puro que nenhum abismo destrói.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de esperança,
À força da dádiva, à indomável perseverança.
Por todas as Teresas, orgulhosas, amantes e radiantes,
Que seja viva a festa e a alma sempre vibrante.



O Verbo do Jerónimo
Publicado em 17/09/2026 11:06 - Autor : Wapinou
Há corações de tempestade sentados junto ao pergaminho,
Que talham a verdade sem temer qualquer espinho.
Jerónimo avança firme no trigésimo dia de Outono,
Com um olhar penetrante onde a verdade encontra o seu tom.

Domou a fera e atravessou a areia ardente,
Traduzindo palavra por palavra o sopro de toda a gente.
É o guardião da rocha, o escriba sem rodeios,
Que recusa o disfarce e o brilho falso dos cortejos.
Contudo, sob a mordedura e o verbo de aço,
Arde uma seiva pura, um coração de pioneiro.

Pois Jerónimo é a âncora onde a palavra ganha corpo,
A recusa da mentira no coração do deserto.
É uma força de homem, de vigílias persistentes,
Um farol de tinta viva sobre páginas incandescentes.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de exigência,
À força da palavra, à firme e orgulhosa constância.
Por todos os Jerónimos, incisivos, leais e amantes,
Que seja sincera a festa, ao sabor dos elementos vibrantes.



A Espada do Miguel
Publicado em 17/09/2026 11:00 - Autor : Wapinou
Há braços de bronze que fazem o abismo recuar,
Que rasgam as trevas e dissipam todo o duvidar.
Miguel avança orgulhoso no vigésimo nono dia,
Com a espada erguida ao vento, sem fingir qualquer retirada.

Derrubou a sombra e o monstro rastejante,
Recusando a vertigem e o pacto ensanguentado.
É o arcanjo da proa, o guardião das marés,
Que guarda o baluarte nas terras dilaceradas.
Contudo, sob a armadura branca e o olhar de ferro,
Vibra uma chama pura acima do próprio inferno.

Pois Miguel é o grito que reduz o orgulho a pó,
O guardião dos que permanecem de pé à beira do grande escolho.
É relâmpago feito carne no alto do rochedo,
Um sopro de vitória onde ninguém pode vergar.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de poder,
À recusa do caos, à orgulhosa coragem de vencer.
Por todos os Miguéis, fortes, leais e amantes,
Que seja sincera a festa, ao sabor dos elementos vibrantes.



A Coroa do Venceslau
Publicado em 17/09/2026 10:56 - Autor : Wapinou
Há duques de ferro, sob um manto sem vaidade,
Que atravessam a noite para velar a dor da humanidade.
Venceslau avança no vigésimo oitavo dia,
Com um olhar de rectidão, onde o amor cria raiz.

Desafiou o gelo e as fúrias das cortes,
Levando lenha e fogo aos desamparados de todas as sortes.
É o príncipe dos pobres, o soberano leal,
Que despreza o assassínio e o sopro brutal.
Contudo, sob a doçura de um rei sem vaidade,
Arde um fogo indomável em nome da equidade.

Pois Venceslau é o ouro forjado no perdão,
A grandeza de recusar perante a cobardia e a conspiração.
É corpo de bronze, curtido pelo dever,
Um sol de justiça no meio do grande anoitecer.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de bravura,
À fidelidade, à nobre e firme constância.
Por todos os Venceslaus, justos, leais e amantes,
Que seja sincera a festa, ao sabor dos elementos vibrantes.