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📖 Coletânea de Poemas
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O Escudo do Antelmo
Publicado em 20/06/2026 07:04 - Autor : Wapinou
Há nomes erguidos como cidadelas,
Que guardam no inverno luzes eternas.
Antelmo avança, com a estatura de uma rocha,
Pronto para resistir a qualquer embate.

Levantou muralhas sob a neve e as pedras,
Devolvendo ao silêncio a sua força primeira.
É o monge de ferro de olhar sereno,
Que quebra os orgulhos e aquece o coração.

Contudo, sob o hábito branco e a calma das mãos,
Adivinha-se a chama de um desejo soberano.
Pois Antelmo é o homem que se ergue como muralha,
Recusando as aparências e os jogos do acaso.

É uma carne sólida e um espírito indomável,
Que só dobra os joelhos diante da verdade.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de retidão,
À força tranquila que desafia toda erosão.
Por todos os Antelmos, íntegros e amantes,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.



A Seiva do Próspero
Publicado em 20/06/2026 06:57 - Autor : Wapinou
Há nomes destinados a colheitas abundantes,
Que trazem no sangue a claridade das estações.
Próspero avança, com a pena entre os dedos,
Para gravar no tempo a exatidão das leis.

Tem o espírito afiado dos homens de saber,
Mas seu coração recusa a frieza do espelho.
É o poeta-escriba, o vigia do azul celeste,
Que procura sob as palavras o sopro mais puro.

Contudo, sob a lógica e o rigor do traço,
Adivinha-se uma chama que arde em segredo.
Pois Próspero é o impulso da terra que floresce,
Uma força tranquila onde o pensamento amadurece.

É uma carne de bronze que nenhuma dúvida altera,
Um pilar de retidão firmemente enraizado.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de abundância,
À seiva da alma e ao seu justo poder.
Por todos os Prósperos, íntegros e amantes,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.



O Grito de João Batista
Publicado em 20/06/2026 06:52 - Autor : Wapinou
Há nomes forjados na areia e no vento,
Um grito de liberdade sob um céu exigente.
João Batista avança, de pele curtida e forte,
Como uma árvore selvagem moldada pela tempestade.

Não possui a brandura dos homens da corte,
Prefere o rio para anunciar o grande dia.
É a voz do deserto, o caminhante solitário,
Que mergulha corpos nus nas águas do rio.

Contudo, sob a rudeza e o manto de pelos,
Adivinha-se uma chama ardente, um sangue livre e quente.
Pois João Batista é o homem que recusa os disfarces,
Preferindo a queimadura da verdade às máscaras do acaso.

É uma carne de bronze com verbo de leão,
Uma força tranquila que dissipa as ilusões.

Amanhã, ergamos a taça entre os grandes,
A este nome de coragem, convicção e luz.
Por todos os Joões Batistas, firmes e verdadeiros,
Que a festa seja bela e a noite cheia de alegria.



A Coroa da Audrey
Publicado em 20/06/2026 06:48 - Autor : Wapinou
Há nomes de seda com reflexos de metal,
Que recusam a prisão e o jogo teatral.
Audrey avança, deixando os palácios para trás,
Para buscar sua fortuna nos segredos dos brejais.

Vestiu o arminho e o brilho dos anéis,
Antes de partir em busca de destinos mais fiéis.
É a rainha indomável de olhar de falcão,
Que rompe armaduras e impõe sua lição.

Mas sob o vestido simples e a calma aparente,
Sente-se pulsar uma vontade exigente.
Pois Audrey é a força escondida na doçura,
Uma flecha de orgulho que acerta com bravura.

Ela só entrega a sua fé ao que é inteiro e verdadeiro,
Preferindo o vento livre ao caminho rotineiro.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de nobreza,
À beleza rebelde que jamais perde a firmeza.
Por todas as Audreys, orgulhosas e amantes,
Que a festa seja bela e a noite emocionante.



O Manto do Alban
Publicado em 15/06/2026 08:45 - Autor : Wapinou
Há nomes envoltos na brancura do dia,
Que escondem sob o seu tecido um amor indomável.
Alban avança, com espírito livre e sereno,
Pronto para ligar o seu nome ao mais nobre destino.

Abriu a sua porta ao homem perseguido,
E sob o manto emprestado, o seu destino ficou selado.
É a testemunha destemida, o cúmplice da noite,
Que troca a sua túnica por um grande tinteiro negro.
Contudo, sob o tecido branco e a serenidade do rosto,
Corre um sangue rebelde que desafia toda a afronta.

Pois Alban é aquele que não sabe trair,
Preferindo a tempestade ao conforto da mentira.
É uma carne de mármore onde a seiva pulsa,
Uma força selvagem que nenhum medo consegue limitar.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de pureza,
Ao homem que permanece firme na sua verdade.
Para todos os Alban, os audaciosos, os apaixonados,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.



O Fogo do Pai
Publicado em 15/06/2026 08:42 - Autor : Wapinou
Há amanhãs em que a terra se realiza,
Quando o dia mais longo afasta a sombra e a noite.
O Solstício avança, vestido de luz,
E vem tocar o coração da linhagem dos pais.

É a festa do homem de mãos de granito,
O pilar da casa, aquele que constrói.
Um pai é a casca, a madeira da estrutura,
Um ombro firme quando o caminho se torna íngreme.
Não diz as palavras, prova-as pelo trabalho,
Escondendo as suas cicatrizes sob um véu de pudor.

E então o verão abre-se como um peito ardente,
Libertando o calor e o sangue triunfante.
É o tempo da seiva e das colheitas concluídas,
Quando a força do pai floresce no seu filho.
Sob o sol abrasador, a pele ganhou resistência,
Orgulhosa por ter mantido o rumo ao longo do ano.

Hoje, ergamos a taça aos homens da transmissão,
Àqueles que caminham direitos, sem artifícios nem concessões.
Para todos os pais de sangue, de coração ou de vocação,
Que a festa seja grande e o vinho partilhado! 🍷☀️👨‍👧‍👦



O Bosque do Silvère
Publicado em 15/06/2026 08:37 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem a frescura dos bosques,
O segredo das grandes árvores e a sombra dos velhos telhados.
Silvère avança, com um passo pesado e discreto,
Como um homem que caminha no fundo da sua floresta.

Conheceu as cortes, as armadilhas e as coroas,
Antes que o oceano se tornasse o seu trono.
É o exilado das ilhas, o justo despojado de tudo,
Que conserva a sua grandeza diante da árvore retorcida.
Contudo, sob o abandono e o vento do mar,
Sente-se pulsar um sangue ardente, uma vontade de ferro.

Pois Silvère é aquele que não baixa a cabeça,
Preferindo o silêncio na hora da afronta.
É a seiva bruta escondida sob a casca,
Um pilar de orgulho que desafia a ferida.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de horizonte,
À força selvagem que não conhece prisão.
Para todos os Silvère, os livres, os apaixonados,
Que a festa seja intensa, ao sabor dos elementos.