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📖 Coletânea de Poemas
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O Manto do Alban
Publicado em 15/06/2026 08:45 - Autor : Wapinou
Há nomes envoltos na brancura do dia,
Que escondem sob o seu tecido um amor indomável.
Alban avança, com espírito livre e sereno,
Pronto para ligar o seu nome ao mais nobre destino.

Abriu a sua porta ao homem perseguido,
E sob o manto emprestado, o seu destino ficou selado.
É a testemunha destemida, o cúmplice da noite,
Que troca a sua túnica por um grande tinteiro negro.
Contudo, sob o tecido branco e a serenidade do rosto,
Corre um sangue rebelde que desafia toda a afronta.

Pois Alban é aquele que não sabe trair,
Preferindo a tempestade ao conforto da mentira.
É uma carne de mármore onde a seiva pulsa,
Uma força selvagem que nenhum medo consegue limitar.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de pureza,
Ao homem que permanece firme na sua verdade.
Para todos os Alban, os audaciosos, os apaixonados,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.



O Fogo do Pai
Publicado em 15/06/2026 08:42 - Autor : Wapinou
Há amanhãs em que a terra se realiza,
Quando o dia mais longo afasta a sombra e a noite.
O Solstício avança, vestido de luz,
E vem tocar o coração da linhagem dos pais.

É a festa do homem de mãos de granito,
O pilar da casa, aquele que constrói.
Um pai é a casca, a madeira da estrutura,
Um ombro firme quando o caminho se torna íngreme.
Não diz as palavras, prova-as pelo trabalho,
Escondendo as suas cicatrizes sob um véu de pudor.

E então o verão abre-se como um peito ardente,
Libertando o calor e o sangue triunfante.
É o tempo da seiva e das colheitas concluídas,
Quando a força do pai floresce no seu filho.
Sob o sol abrasador, a pele ganhou resistência,
Orgulhosa por ter mantido o rumo ao longo do ano.

Hoje, ergamos a taça aos homens da transmissão,
Àqueles que caminham direitos, sem artifícios nem concessões.
Para todos os pais de sangue, de coração ou de vocação,
Que a festa seja grande e o vinho partilhado! 🍷☀️👨‍👧‍👦



O Bosque do Silvère
Publicado em 15/06/2026 08:37 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem a frescura dos bosques,
O segredo das grandes árvores e a sombra dos velhos telhados.
Silvère avança, com um passo pesado e discreto,
Como um homem que caminha no fundo da sua floresta.

Conheceu as cortes, as armadilhas e as coroas,
Antes que o oceano se tornasse o seu trono.
É o exilado das ilhas, o justo despojado de tudo,
Que conserva a sua grandeza diante da árvore retorcida.
Contudo, sob o abandono e o vento do mar,
Sente-se pulsar um sangue ardente, uma vontade de ferro.

Pois Silvère é aquele que não baixa a cabeça,
Preferindo o silêncio na hora da afronta.
É a seiva bruta escondida sob a casca,
Um pilar de orgulho que desafia a ferida.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de horizonte,
À força selvagem que não conhece prisão.
Para todos os Silvère, os livres, os apaixonados,
Que a festa seja intensa, ao sabor dos elementos.



O Silêncio do Romuald
Publicado em 15/06/2026 08:33 - Autor : Wapinou
Há nomes forjados no ouro dos grandes palácios,
Que escolhem o exílio e a sombra das florestas.
Romuald avança, despojado da sua posição,
Deixando para trás o tumulto dos poderosos.

Fechou os olhos às festas do mundo,
Para escutar a terra e a sua seiva profunda.
É o príncipe dos bosques, o buscador do absoluto,
Que encontra a sua grandeza no segredo despojado.
Mas sob a veste branca e a calma de eremita,
Corre um sangue de paixão que nenhuma lei limita.

Pois Romuald é o homem que enfrenta a sua própria noite,
Para dela fazer uma chama onde a verdade resplandece.
É o rochedo antigo no meio do vale,
Uma força tranquila que transmite a sua lição.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de retidão,
À alma solitária que desafia todo o desgaste.
Para todos os Romuald, os sábios, os apaixonados,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.



A Nobreza do Léonce
Publicado em 15/06/2026 07:02 - Autor : Wapinou
Há nomes que trazem consigo um rugido profundo,
O orgulho do deserto ao nascer do grande dia.
Léonce avança, com um olhar de sol,
Como um leão erguido que anuncia o despertar.

Tem a força bruta e a fibra dos guerreiros,
Mas a sua alma conhece os caminhos mais humildes.
É um homem de ferro com palavras de cristal,
Que recusa os artifícios e os jogos teatrais.
Sob a armadura romana ou o mais suave linho,
Adivinha-se um sangue ardente que nenhuma lei consegue dominar.

Pois Léonce é aquele que se mantém diante do vento,
Guardando o seu coração intacto, indomável e vivo.
É o rochedo antigo que a arena desafiou,
A testemunha de uma força que nada conseguiu dobrar.

Amanhã, ergamos a taça a este nome de coragem,
À seiva real que atravessa os séculos.
Para todos os Léonce, os felinos, os apaixonados,
Que a festa seja franca, ao sabor dos elementos.



O Canto do Hervé
Publicado em 15/06/2026 06:54 - Autor : Wapinou
Há nomes que caminham na noite dos olhos,
Mas que trazem dentro de si todo o azul dos verdadeiros céus.
Hervé avança, guiado pelo passo de uma criança,
E pelo lobo manso que o acompanha em silêncio.

Ele não vê a terra, mas sente as suas vibrações,
O arrepio das charnecas e o grito das estações.
É o bardo sagrado, o poeta dos rochedos,
Que sabe que a ferida é uma arte a descobrir.
Mas sob a sua veste simples, sob a calma de eremita,
Corre um sangue de paixão que nenhuma sombra limita.

Pois Hervé é aquele que canta a beleza,
Devolvendo aos corações feridos a sua justa dignidade.
Não precisa de tinta para gravar o seu caminho,
A sua voz é uma chama ardente que aquece o próximo.

Amanhã, ergamos a taça a este nome lendário,
À força da palavra, à alma que se engrandece.
Para todos os Hervé, os visionários, os apaixonados,
Que a festa seja intensa, vibrante de emoções.



O Caminhante do Velay
Publicado em 15/06/2026 06:48 - Autor : Wapinou
Há nomes forjados para a caminhada e para o vento,
Um eco das montanhas sob um céu exigente.
Jean-François avança, com o cajado na mão,
Traçando na tempestade um caminho de coragem.

Não gosta da calma dos palácios de veludo,
Prefere o frio para nele semear o amor.
É o apóstolo dos cumes, o guia das aldeias,
Que cura as misérias e quebra as correntes.
Mas sob a batina negra e o passo do viajante,
Sente-se arder uma chama, um imenso calor.

Pois Régis é o homem que não recua,
Mesmo quando a geada morde e cansa os seus passos.
É o fogo vivo que percorre os planaltos,
Devolvendo voz às palavras mais humildes.

Amanhã, ergamos a taça a este nome das alturas,
Ao homem do terreno, longe das certezas.
Para todos os Régis, os ardentes, os apaixonados,
Que a festa seja sincera, ao sabor dos elementos.